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14 de dezembro de 2009

Freud analisa Deus

Pós-Graduação Lato Sensu (Especialização) na PUC - SP

Psicanálise e Linguagem: Uma Outra Psicopatologia

Este curso de Especialização, reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia, apresenta profunda reflexão sobre o conceito de "doença mental" e estabelece uma nova proposta nos campos do diagnóstico e do tratamento, oferecendo instrumentos teórico-práticos para a pesquisa e intervenção na área da saúde mental.

Discute a questão da nosografia utilizada em clínica psiquiátrica e as implicações do diagnóstico na direção do tratamento da "doença mental" diferenciando-a da clínica psicanalítica, cujos fundamentos teóricos são estabelecidos a partir do conceito de estrutura, o que permite questionar e redimensionar os conceitos de normal e patológico.

Será abordado o quadro geral da teoria da neurose em Freud, sua contribuição ao estudo das perversões e das psicoses e a relação entre a psicopatologia e psicanálise, aprofundada pela proposta de Jacques Lacan.

Uma nova articulação clínico-conceitual será proposta para as novas formas sintomáticas na contemporaneidade: anorexia, bulimia, alcoolismo, toxicomania, depressão, síndrome do pânico, fenômeno psicossomático, autismo, debilidade, patologias do bebê, patologias da adolescência, impulsões e compulsões e as crescentes e novas formas de violência.

A supervisão clínica, optativa e restrita para psicólogos com formação, tem como função a discussão teórico-prática dos atendimentos realizados no campo profissional, tanto no âmbito privado, como no âmbito institucional. A metodologia prevê aulas expositivas, seminários, palestras, com utilização de equipamentos audiovisuais.

Mais informações:

http://cogeae.pucsp.br/curso.php?cod=121610&uni=SP&tip=RE&le=L&ID=7

12 de dezembro de 2009

Debate

A Livraria da Travessa convida para o debate em torno do livro Nise da Silveira - Caminhos de Uma Psiquiatra Rebelde.
Com Lula Mello - Diretor do museu Imagens do Inconsciente , e Elvira Bezerra - Escritora

Dia 14/12, as 19:30, na Travessa do Ouvidor, 17 - Centro - Rio de Janeiro

sou cada pedaço infernal de mim

Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar vivo, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante.(...)Tudo se resumia ferozmente em nunca dar o primeiro grito - um primeiro grito desencadeia todos os outros, o primeiro grito ao nascer desencadeia uma vida. Se eu gritasse acordaria milhares de seres gritantes que começariam pelos telhados um coro de gritos e horror. Se eu gritasse desencadearia a existência - a existência de quê? A existência do mundo. Com reverência eu temia a existência do mundo para mim. (...) Eu com uma vida que finalmente não me escapa pois enfim a vejo fora de mim - eu sou minha perna, sou meus cabelos, sou o trecho de luz mais branca no reboco na parede - sou cada pedaço infernal de mim - a vida em mim é tão insistente que se me partirem - como uma largatixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo. Sou o silêncio numa parede, e a borboleta mais antiga esvoaça e me defronta: a mesma de sempre. De nascer até morrer é o que eu me chamo de humano, e nunca propriamente morrerei.

C. Lispector

11 de dezembro de 2009

A Feminilidade na obra de Freud - ESTE SÁBADO!

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Ultimas vagas!

PARTICIPE!


...Ambos

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...como se um indivíduo não fosse homem ou mulher, mas sempre fosse ambos - simplesmente um pouco mais de um do que do outro.


S. Freud
In: Conferência XXXIII - Feminilidade (1932)


Fotografia Robert Mapplethorpe
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9 de dezembro de 2009

Desejamos mais...

Damos festas, abandonamos as nossas famílias para vivermos sós no Canadá, batalhamos para escrever livros que não mudam o mundo apesar das nossas dádivas e dos nossos imensos esforços, das nossas absurdas esperanças. Vivemos as nossas vidas, fazemos seja o que for que fazemos e depois dormimos: é tão simples e tão normal como isso. Alguns atiram-se de janelas, ou afogam-se, ou tomam comprimidos; um número maior morre por acidente, e a maioria, a imensa maioria é lentamente devorada por alguma doença ou, com muita sorte, pelo próprio tempo. Há apenas uma consolação: uma hora aqui ou ali em que as nossas vidas parecem, contra todas as probabilidades e expectativas, abrir-se de repente e dar-nos tudo quanto jamais imaginámos, embora todos, excepto as crianças (e talvez até elas), saibamos que a estas horas se seguirão inevitavelmente outras, muito mais negras e mais difíceis. Mesmo assim, adoramos a cidade, a manhã, mesmo assim desejamos, acima de tudo, mais.

Michael Cunningham, in "As Horas"

Fotografia Chema Madoz