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31 de março de 2016
18 de dezembro de 2015
Ameaça a Reforma Psiquiátrica no Brasil
Todo o avanço possibilitado pela reforma psiquiátrica fica ameaçado com a recente nomeação Valencius Wurch, ex diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, o maior hospício da América Latina, como coordenador nacional de saúde mental, álcool e outras drogas.
Confira o texto, Nomeação de novo coordenador de saúde mental ameaça a Reforma Psiquiátrica no Brasil, do Blog Vozes da Voz - Um outro olhar sobre a loucura
"A reforma psiquiátrica brasileira é referência mundial na atenção as pessoas com transtornos mentais e/ou decorrente do uso de álcool e outras drogas. Porém, ontem foi anunciado pelo Ministério da Saúde que o até então coordenador nacional de saúde mental, álcool e outras drogas Roberto Tykanori – conhecido por sua militância na luta antimanicomial – foi substituído pelo psiquiatra Valencius Wurch, ex diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, o maior hospício da América Latina.
O manicômio Dr. Eiras, localizado no Rio de Janeiro, foi fechado em 2012, dois anos depois de ordem da justiça para que as atividades no local fossem encerradas devido a uma série de denúncias das condições sub humanadas em que os internos viviam. Valencius Wurch dirigiu o local por dez anos, denunciado inúmeras vezes por abandono e maus tratos.
Em maio e agosto de 2000, o Ministério da Saúde produziu auditorias que descreveram um quadro de ‘casa dos horrores’, negado pela Casa de Saúde Dr. Eiras. Uma caravana da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados igualmente criticou o manicômio. Em 2001, a Secretaria de Estado de Saúde proibiu novas internações – havia pouco mais de 1.500 pacientes -, assumiu a gestão das verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) destinadas à Casa de Saúde Dr. Eiras (R$ 13 milhões em 2000) e promoveu um censo com uma série de denúncias ao local.

Como se não bastasse seu histórico profissional, o psiquiatra Wurch, também declarou em entrevista ao Jornal do Brasil, em 1995, que era contra a Lei Paulo Delgado – Lei que garante os direitos aos portadores de transtorno psíquico no Brasil – e que tirar as pessoas dos manicômios era algo meramente “ideológico”.
Diante dessa nomeação extremamente nociva para a luta antimanicomial, os militantes tem se reunido em todo o Brasil para combater os retrocessos na saúde mental e nos direitos humanos."
Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
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8 de dezembro de 2015
Diálogos do Lacaeando em SP: Psicanálise e Corporeidade
Em novembro tive o prazer de participar do evento Diálogos do Lacaneando, organizado pela jornalista Patrizia Corsetto, em São Paulo, na Livraria da Vila.
Junto com os psicanalistas André Luiz dos Santos e Marcos Vinicius Brunhari, discutimos a forma como a psicanálise abordas as questões relativas ao corpo, desde o nascimento da clínica psicanalítica com as pacientes histéricas, até a atualidade, onde presenciamos novamente a prevalência de uma gama de sintomas corporais.
Já havia contribuído para o projeto em 2013, numa entrevista para o site Lacaneando, falando sobre Sintomas Alimentares e da Imagem (veja também aqui). Super recomendo uma visita no site que propõe uma interface da psicanálise e outros saberes, como a arte, o cinema, a literatura, a filosofia e outros.
Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e atualmente cursa doutorado em pela mesma instituição, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br17 de setembro de 2015
Sobre a geração de crianças tristes, intolerantes e superficiais
Augusto Cury, psiquiatra e autor de livros publicados em mais de 70 países, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com com o pessoal do site CONTI outra sobre os desafios de se criar os filhos hoje e e criticou a maneira como a família e a escola têm educado os pequenos.
“Nunca tivemos uma geração tão triste”
Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”
Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”
Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”
Veja o artigo na íntegra aqui.
Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e atualmente cursa doutorado em pela mesma instituição, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
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http://fernandapimentel.com.br20 de agosto de 2015
Para tudo! O Bauman vem ao Brasil pela primeira vez!
No dia 12 de setembro o sociólogo Zygmunt Bauman estará no Rio para participar do evento Educação 360, um encontro internacional com a participação de professores, diretores, alunos, familiares e representantes da comunidade, que pretende abordar a educação sob diferentes ângulos.
O polonês Zygmun Bauman é uma das maiores referências da intelectualidade ainda em atividade. Aos 89 anos, ministra aulas na London School of Economics e palestras pelo mundo, discutindo os efeitos da modernidade sobre as pessoas. Seus 32 títulos lançados no Brasil já venderam mais de 350 mil exemplares, dentre eles 'Amor Líquido', no qual o autor trata a ideia da liquidez como característica das fragilidades e a perda dos valores nas relações contemporâneas.
Confira mais sobre o evento, programação e palestrantes
Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise pela UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
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http://fernandapimentel.com.br29 de julho de 2015
Sintomas da depressão pelas lentes de fotógrafa que convive com o diagnóstico
Depois de um diagnóstico de depressão, aos 16 anos, a fotógrafa Christian Hopkins decidiu processar a experiência por trás de uma lente. O resultado é uma série surpreendente de fotos que capturam as nuances pouco compreendidas desse transtorno. As imagens resumem como é conviver com este sintoma na experiência cotidiana da artista.
Fonte: BrasilPost
"Christian, agora com 22 anos, diz que fotografar como ela se sente é uma forma de catarse para lidar com seus pensamentos depressivos.
"Eu venho usando a fotografia como terapia pois ela me ajuda a lidar com muitas das emoções que eu tinha dificuldade em entender no passado", disse a jovem ao jornal The Huffington Post. "Sempre que eu me sinto controlada por uma emoção em particular e incapaz de pensar ou me concentrar direito, eu tiro essa emoção para fora da minha cabeça e a deixo presa em uma fotografia."
Depois de tirar as fotos, ela descobriu que as imagens serviam como desabafo emocional. Elas também serviam um propósito duplo: como recurso educativo para aqueles que não podem compreender com o que as pessoas deprimidas muito frequentemente se deparam.
"Espero que essas fotos sirvam para elucidar os sintomas mais amorfos da depressão, e ao fazer isso, ajudar na compreensão daqueles que - possivelmente até mesmo alguns conhecidos – estão passando por isso", disse a fotógrafa.
A série de fotografias não é a primeira do tipo, mas é uma contribuição bem-vinda em uma discussão muito necessária como essa da doença mental.
Muitos dos que sofrem de distúrbios mentais frequentemente se sentem estigmatizados, fato que as pesquisas indicam como obstáculo à busca pelo tratamento necessário.
Christian espera que transformar a doença em algo tangível seja um bom começo para acabar com esses julgamentos."
Confira a matéria na integra e a série de fotos completa aqui.
Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
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1 de julho de 2015
'Sempre que a gente fala de dinheiro a gente fala de sexo! '
Por que a nossa vida financeira é segredo?
O GNT convidou o psicanalista Jorge Forbes para nos ajudar a entender por que 'travamos' na hora de falar de dinheiro. No 'Papo de Segunda', o especialista logo diz: "Sempre que a gente fala de dinheiro a gente fala de sexo". Por que será? O programa discute se é mais difícil falar de dinheiro do que de sexo.
Entenda no trecho da entrevista abaixo.
O GNT convidou o psicanalista Jorge Forbes para nos ajudar a entender por que 'travamos' na hora de falar de dinheiro. No 'Papo de Segunda', o especialista logo diz: "Sempre que a gente fala de dinheiro a gente fala de sexo". Por que será? O programa discute se é mais difícil falar de dinheiro do que de sexo.
Entenda no trecho da entrevista abaixo.
http://gnt.globo.com/…/sempre-que-gente-fala-de-dinheiro-ge…
Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
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