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18 de maio de 2016

Dia da Luta Antimanicomial

Hoje, dia 18 de maio, é o dia da luta antimanicomial.
Uma boa forma de celebrar esta data é assistindo ao vídeo sobre Arthur Bispo do Rosário, artista plástico e paciente interno da Colonia Juliano Moreira, instituição psiquiátrica no Rio de Janeiro, por mias de 50 anos.





Fernanda Pimentel

Diálogos do Lacaneando

No ultimo final de semana de abril eu participei  - pela segunda vez - do Diálogos do Lacaneando. Uma conversa maravilhosa que teve como tema "O feminino no corpo e na cultura"
Junto com Carla Regina Françoia, professora da Unibrasil e PUC-PR, doutoranda em filosofia pela PUC-PR, Patricia Porchat, professora da Unesp e autora do livro Transsexualismo, desconstruindo gêneros e patologias com Judith Butler, e coordenado pela jornalista Patrizia Corsetto, discutimos sobre o  "O feminino no corpo e na cultura" a partir de dois eixos: a estética do corpo e o gênero.  Temas super atuais, como o impacto da cultura no corpo feminino, a obsessão pela beleza, os sintomas alimentares (anorexias e bulimias), as alterações da imagem do corpo através de procedimentos estéticos e body modification, assim como a transsexualidade, o gênero e a eterna questão de Freud "o que quer uma mulher?", foram amplamente discutidos com a participação da plateia.  



                                      





Patricia Porchar, Patrizia Corsetto, Carla Françoia e Fernanda Pimentel

 O evento, que aconteceu na Livraria da Vila, no Shopping Pátio Batel, em Curitiba, foi organizado pelo site Lacaneando e pela Livraria da Vila.


Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.

29 de abril de 2016

Diálogos em Curitiba

Esse sábado tem Diálogos do Lacaneando em Curitiba!






Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.

18 de dezembro de 2015

Ameaça a Reforma Psiquiátrica no Brasil

  Todo o avanço possibilitado pela reforma psiquiátrica fica ameaçado com a recente nomeação Valencius Wurch, ex diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, o maior hospício da América Latina, como coordenador nacional de saúde mental, álcool e outras drogas.
"A reforma psiquiátrica brasileira é referência mundial na atenção as pessoas com transtornos mentais e/ou decorrente do uso de álcool e outras drogas. Porém, ontem foi anunciado pelo Ministério da Saúde que o até então coordenador nacional de saúde mental, álcool e outras drogas Roberto Tykanori – conhecido por sua militância na luta antimanicomial – foi substituído pelo psiquiatra Valencius Wurch, ex diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, o maior hospício da América Latina.
O manicômio Dr. Eiras, localizado no Rio de Janeiro, foi fechado em 2012, dois anos depois de ordem da justiça para que as atividades no local fossem encerradas devido a uma série de denúncias das condições sub humanadas em que os internos viviam. Valencius Wurch dirigiu o local por dez anos, denunciado inúmeras vezes por abandono e maus tratos.
Em maio e agosto de 2000, o Ministério da Saúde produziu auditorias que descreveram um quadro de ‘casa dos horrores’, negado pela Casa de Saúde Dr. Eiras. Uma caravana da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados igualmente criticou o manicômio. Em 2001, a Secretaria de Estado de Saúde proibiu novas internações – havia pouco mais de 1.500 pacientes -, assumiu a gestão das verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) destinadas à Casa de Saúde Dr. Eiras (R$ 13 milhões em 2000) e promoveu um censo com uma série de denúncias ao local.
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Como se não bastasse seu histórico profissional, o psiquiatra Wurch, também declarou em entrevista ao Jornal do Brasil, em 1995, que era contra a Lei Paulo Delgado  – Lei que garante os direitos aos portadores de transtorno psíquico no Brasil –  e que tirar as pessoas dos manicômios era algo meramente “ideológico”.         
Diante dessa nomeação extremamente nociva para a luta antimanicomial, os militantes tem se reunido em todo o Brasil para combater os retrocessos na saúde mental e nos direitos humanos."

Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

8 de dezembro de 2015

Diálogos do Lacaeando em SP: Psicanálise e Corporeidade


Em novembro tive o prazer de participar do evento Diálogos do Lacaneando, organizado pela jornalista Patrizia Corsetto, em São Paulo, na Livraria da Vila.

Junto com os psicanalistas André Luiz dos Santos e Marcos Vinicius Brunhari, discutimos a forma como a psicanálise abordas as questões relativas ao corpo, desde o nascimento da clínica psicanalítica com as pacientes histéricas, até a atualidade, onde presenciamos novamente a prevalência de uma gama de sintomas corporais. 

Já havia contribuído para o projeto em 2013, numa entrevista para o site Lacaneando, falando sobre Sintomas Alimentares e da Imagem (veja também aqui). Super recomendo uma visita no site que propõe uma interface da psicanálise e outros saberes, como a arte, o cinema, a literatura, a filosofia e outros. 









Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e atualmente cursa doutorado em pela mesma instituição, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

17 de setembro de 2015

Sobre a geração de crianças tristes, intolerantes e superficiais

Augusto Cury, psiquiatra e autor de livros publicados em mais de 70 países, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com com o pessoal do site CONTI outra sobre os desafios de se criar os filhos hoje e e criticou a maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. 

“Nunca tivemos uma geração tão triste”

Excesso de estímulos

“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”

Geração triste

“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

Dor compartilhada

“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Veja o artigo na íntegra aqui.


Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ e atualmente cursa doutorado em pela mesma instituição, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br