.
.

29 de julho de 2015

Sintomas da depressão pelas lentes de fotógrafa que convive com o diagnóstico


Depois de um diagnóstico de depressão, aos 16 anos, a fotógrafa Christian Hopkins decidiu processar a experiência por trás de uma lente. O resultado é uma série surpreendente de fotos que capturam as nuances pouco compreendidas desse transtorno. As imagens resumem como é conviver com este sintoma na experiência cotidiana da artista.

Fonte: BrasilPost

"Christian, agora com 22 anos, diz que fotografar como ela se sente é uma forma de catarse para lidar com seus pensamentos depressivos.
"Eu venho usando a fotografia como terapia pois ela me ajuda a lidar com muitas das emoções que eu tinha dificuldade em entender no passado", disse a jovem ao jornal The Huffington Post. "Sempre que eu me sinto controlada por uma emoção em particular e incapaz de pensar ou me concentrar direito, eu tiro essa emoção para fora da minha cabeça e a deixo presa em uma fotografia."
Depois de tirar as fotos, ela descobriu que as imagens serviam como desabafo emocional. Elas também serviam um propósito duplo: como recurso educativo para aqueles que não podem compreender com o que as pessoas deprimidas muito frequentemente se deparam.
"Espero que essas fotos sirvam para elucidar os sintomas mais amorfos da depressão, e ao fazer isso, ajudar na compreensão daqueles que - possivelmente até mesmo alguns conhecidos – estão passando por isso", disse a fotógrafa.
A série de fotografias não é a primeira do tipo, mas é uma contribuição bem-vinda em uma discussão muito necessária como essa da doença mental.
Muitos dos que sofrem de distúrbios mentais frequentemente se sentem estigmatizados, fato que as pesquisas indicam como obstáculo à busca pelo tratamento necessário.
Christian espera que transformar a doença em algo tangível seja um bom começo para acabar com esses julgamentos."
Confira a matéria na integra e a série de fotos completa aqui.







Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ  e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

1 de julho de 2015

'Sempre que a gente fala de dinheiro a gente fala de sexo! '




Por que a nossa vida financeira é segredo?
O GNT convidou o psicanalista Jorge Forbes para nos ajudar a entender por que 'travamos' na hora de falar de dinheiro. No 'Papo de Segunda', o especialista logo diz: "Sempre que a gente fala de dinheiro a gente fala de sexo". Por que será? O programa discute se é mais difícil falar de dinheiro do que de sexo.
Entenda no trecho da entrevista abaixo.
http://gnt.globo.com/…/sempre-que-gente-fala-de-dinheiro-ge…


Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ  e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

13 de abril de 2015

4 de fevereiro de 2015

Freud em quadrinhos

A Psicanalista e historiadora Corinne Maier e a cartunista Anne Simon trabalharam juntas na biografia em quadrinho que conta a vida e o legado de Sigmund Freud. 
Apesar do formato irreverente, as informações contam com o maior rigor histórico-científico. Os casos de Freud, assim como alguns conceitos mais controversos são abordados de forma séria e ao mesmo tempo muito divertida.
Confira algumas imagens!

 





Escrevendo este post também encontrei Biografia Gráficas de Richard FeynmanCharles DarwinHunter S. Thompson, e Steve Jobs.

Fonte: Brain Pickings

Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ  e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

2 de fevereiro de 2015

Dica ViaFreud

Garimpando textos e referencias encontrei o blog Psicoanálisis Inédito que se dedica a divulgar e compartilhar textos inéditos da Psicanálise de orientação Lacaniana, como transcrições de entrevistas e intervenções pouco conhecidas, conferências e seminários não estabelecidos e artigos nunca antes divulgados.



Espaço para acompanharmos o trabalho de autores como Eric Laurent, Marie-Hélène Brousse, Esthela Solano-Suárez, Jaques-Alain Miller, Serge Cottet, François Ansermet e outros

Dos mais lidos, o blog destaca "El retorno de la blasfemia", Jaques-Alain Miller, escrito a partir do atendado a Charlie Hebdo; "Neurosis y Psicosis - donde comienza lo anormal", entrevista onde Lacan fala do disgnóstico diferencial para uma revista médica em 1968 e "Los autistas, sus objetos, sus mundos",  transcrição de uma conferência de Eric Laurent na UBA em 2013.


Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ  e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

28 de janeiro de 2015

Por que as crianças francesas não têm Déficit de Atenção?

Marilyn Wedge, PhD e autora do livro  A Disease Called Childhood: Why ADHD Became an American Epidemic, fala, neste artigo, sobre a epidemia de diagnóstico de TDAH nos EUA, tendo como referência o baixíssimo índice encontrado na França. 
Além das diferenças culturais, a aposta francesa num problema psico-social - diferente da abordagem americana que defende um transtorno bioquímico de origem cerebral - parece colocar os franceses bem a frente no que diz respeito à educação infantil a ao tratamento com as crianças. 


Como é que a epidemia do Déficit de Atenção, que tornou-se firmemente estabelecida em vários países do mundo, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?


Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.
Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Psychology Today


Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ  e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br

26 de janeiro de 2015

Os Pós Brancos

A semelhança não é só na aparência. Além de serem todos pós brancos, fruto do refino através de processos químicos, os efeitos no organismo também são bem parecidos.

O artigo do colunista Denis Russo Burgierman nos conta como as três substâncias que foram consideradas avanços tecnológicos e soluções de vários problemas se tornaram o grande mal que afeta a humanidade. 


Farinha de trigo, açúcar e cocaína


Se um dia alguém resolver erigir um monumento em praça pública às boas intenções frustradas do pensamento científico, podia ser uma estátua monumental de um prato cheio de pó branco. Assim homenagearíamos de uma só vez três enganos cientificistas: a farinha de trigo refinada, o açúcar branco e a cocaína. Três pós acéticos e quase idênticos, três frutos do pensamento que dominou o último século e meio: o reducionismo científico. Três matadores de gente
Não é por acaso que os três são tão parecidos. Todos eles são o resultado de um processo de “refino” de uma planta – trigo, cana e coca. Refino! Soa quase como ironia usar essa palavra chique para definir um processo que, em termos mais precisos, deveria chamar-se “linchamento vegetal” ou algo assim. Basicamente se submete a planta a todos os tipos de maus-tratos imagináveis: esmagamento entre dois cilindros de aço, fogo, cortes de navalha, ataques com ácido. Até que tenha-se destruído ou separado toda a planta menos a sua “essência”. No caso do trigo e a da cana, o carboidrato puro, pura energia. No caso da coca, algo bem diferente, mas que parece igual. Não a energia que move as coisas do carboidrato, mas a sensação de energia ilimitada, injetada diretamente nas células do cérebro.

Começou-se a refinar trigo, cana e coca mais ou menos na mesma época, na segunda metade do século 19, com mais intensidade por volta de 1870. No livro (que recomendo muitíssimo) “Em Defesa da Comida”, o jornalista Michael Pollan conta como a tal “cultura ocidental” adorou a novidade. Os cientistas ficaram em êxtase, porque acreditavam que o modo de compreender o universo é dividi-lo em pequenos pedacinhos e estudar um pedacinho de cada vez (esse é o tal reducionismo científico). Nada melhor para eles, então, do que estudar apenas o que importa nas plantas, e não aquele lixo inútil – fibras, minerais, vitaminas e outras sujeiras. Os capitalistas industriais também curtiram de montão. Um pó refinado é super lucrativo, muito fácil de produzir em quantidades imensas, praticamente não estraga, pode ser transportado a longuíssimas distâncias. A indústria de junk food floresceu e sua grana financiou as pesquisas dos cientistas, que, animadíssimos, queriam mais.
Sabe por que esses pós refinados não estragam? Porque praticamente não têm nutrientes. As bactérias e insetos não se interessam pelo que não tem nutriente.
Os três tem efeito parecido na gente. Eles nos jogam no céu com uma descarga de energia e, minutos depois, nos deixam despencar. Aí a gente quer mais. Como eles foram separados das partes mais duras das plantas – as fibras – nosso corpo os absorve como um ralo, de uma vez só. Seu efeito eletrificante manda sinais para o organismo inteiro, o metabolismo se acelera.  Aí o efeito vai embora de repente. E o corpo é pego no contrapé...
Veja o artigo completo na coluna o autor.


Fernanda Pimentel é psicanalista, tem mestrado em Psicanálise pela UERJ  e pesquisa sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
http://fernandapimentel.com.br