27 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Mesmo com alguns dias de atraso... desejo a todos, que acompanharam o ViaFreud durante este ano, um Feliz Natal!


15 de dezembro de 2009

Nota no Rio Show sobre a exposição de Grete Stern.
Aproveite e veja mais algumas fotos!

"Interpretar, por meio de fotomontagens, os sonhos relatados por mulheres em busca de explicações para suas angústias. Esta foi a missão da fotógrafa Grete Stern, que, à pedido da revista feminina argentina Idilio, ilustrou, entre 1948 e 1952, a coluna El psicoanálisis le ayudará ("A psicanálise te ajudará"), assinada por Richard Rest, pseudônimo do psicanalista Gino Germani.

Das suas 148 criações oníricas publicadas, sobreviveram apenas 46 negativos, que permitiram ao curador Jorge Schwartz montar uma exposição que revela não só a verve surrealista da fotógrafa, ancorada na influência de artistas como Man Ray, Magritte e André Breton, mas um panorama da psique feminina argentina da época.

Exibida em São Paulo, no Museu Lasar Segall, a mostra "Os sonhos de Grete Stern - Fotomontagens" chega ao Rio nesta terça-feira e permanece em cartaz no Instituto Moreira Salles até o dia 17 de janeiro de 2010. Este ano, completam-se 10 anos da morte de Grete Stern, nascida em 1904."

A Psicanálise Vai Ajudá-la

Fotografia é uma das minhas grandes paixões! Não podia deixar de dar a dica da exposição de Grete Stern que chega no Rio amanhã:

Em 1936, fugindo do nazismo na Europa, a fotógrafa judia-alemã Grete Stern encontrou na Argentina, a terra de seu marido, o também fotógrafo Horacio Coppola, seu porto seguro. Em Buenos Aires, entre 48 e 51, realizou um trabalho sui generis para a Idilio - La Revista Juvenil e Femenina, uma publicação de grande circulação entre moças e senhoras: fotomontagens que saíam junto a relatos de sonhos enviados pelas leitoras e a interpretações de seu conteúdo, feita por dois psicanalistas. Parte dessa produção estará em exposição no Instituto Moreira Salles, no Rio, a partir de amanhã.


A seção se chamava A Psicanálise Vai Ajudá-la e as fotos, que remetem às vanguardas dadaísta e surrealista, invariavelmente têm na figura feminina a personagem central. Por vezes, Grete utilizava partes de fotografias já existentes; noutras, produzia novas. Tudo partia de um esboço a lápis, a partir do qual ela ampliava os negativos.



Do total de 140 fotomontagens publicadas na revista, só 46 negativos foram conservados. São essas fotos que estão expostas no IMS, na mostra Os Sonhos de Grete Stern: Fotomontagens. Trata-se da mesma exposição que ficou no Museu Lasar Segall de abril a junho. As imagens tentam dar conta de uma questão complexa, como ressalta o psicanalista João Frayze no catálogo: "A representação de um sonho representa o quê, a narrativa do sonhador ou a interpretação que dela faz o ouvinte? Grete Stern chegou perto dessa complexidade."



"É um trabalho muito inusitado, absolutamente original, não há nada semelhante. É interessante ver o papel que a psicanálise tinha em Buenos Aires ainda nos anos 40", aponta o curador, Jorge Schwartz, diretor do Lasar Segall. "Mais tarde, por volta dos anos 60, Grete passou a expor a série sem o contexto da revista, o que mostra que começou a vê-la como obra fotográfica artística, autônoma, sem que fosse instrumento de coisa alguma."


Em sua longa trajetória, Grete também trabalhou com publicidade e fez retratos de personalidades como o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, o escritor argentino Jorge Luis Borges e o artista plástico brasileiro Flávio de Carvalho.

As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.

14 de dezembro de 2009

Freud analisa Deus

Pós-Graduação Lato Sensu (Especialização) na PUC - SP

Psicanálise e Linguagem: Uma Outra Psicopatologia

Este curso de Especialização, reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia, apresenta profunda reflexão sobre o conceito de "doença mental" e estabelece uma nova proposta nos campos do diagnóstico e do tratamento, oferecendo instrumentos teórico-práticos para a pesquisa e intervenção na área da saúde mental.

Discute a questão da nosografia utilizada em clínica psiquiátrica e as implicações do diagnóstico na direção do tratamento da "doença mental" diferenciando-a da clínica psicanalítica, cujos fundamentos teóricos são estabelecidos a partir do conceito de estrutura, o que permite questionar e redimensionar os conceitos de normal e patológico.

Será abordado o quadro geral da teoria da neurose em Freud, sua contribuição ao estudo das perversões e das psicoses e a relação entre a psicopatologia e psicanálise, aprofundada pela proposta de Jacques Lacan.

Uma nova articulação clínico-conceitual será proposta para as novas formas sintomáticas na contemporaneidade: anorexia, bulimia, alcoolismo, toxicomania, depressão, síndrome do pânico, fenômeno psicossomático, autismo, debilidade, patologias do bebê, patologias da adolescência, impulsões e compulsões e as crescentes e novas formas de violência.

A supervisão clínica, optativa e restrita para psicólogos com formação, tem como função a discussão teórico-prática dos atendimentos realizados no campo profissional, tanto no âmbito privado, como no âmbito institucional. A metodologia prevê aulas expositivas, seminários, palestras, com utilização de equipamentos audiovisuais.

Mais informações:

http://cogeae.pucsp.br/curso.php?cod=121610&uni=SP&tip=RE&le=L&ID=7

12 de dezembro de 2009

Debate

A Livraria da Travessa convida para o debate em torno do livro Nise da Silveira - Caminhos de Uma Psiquiatra Rebelde.
Com Lula Mello - Diretor do museu Imagens do Inconsciente , e Elvira Bezerra - Escritora

Dia 14/12, as 19:30, na Travessa do Ouvidor, 17 - Centro - Rio de Janeiro

sou cada pedaço infernal de mim

Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu nunca revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar vivo, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante.(...)Tudo se resumia ferozmente em nunca dar o primeiro grito - um primeiro grito desencadeia todos os outros, o primeiro grito ao nascer desencadeia uma vida. Se eu gritasse acordaria milhares de seres gritantes que começariam pelos telhados um coro de gritos e horror. Se eu gritasse desencadearia a existência - a existência de quê? A existência do mundo. Com reverência eu temia a existência do mundo para mim. (...) Eu com uma vida que finalmente não me escapa pois enfim a vejo fora de mim - eu sou minha perna, sou meus cabelos, sou o trecho de luz mais branca no reboco na parede - sou cada pedaço infernal de mim - a vida em mim é tão insistente que se me partirem - como uma largatixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo. Sou o silêncio numa parede, e a borboleta mais antiga esvoaça e me defronta: a mesma de sempre. De nascer até morrer é o que eu me chamo de humano, e nunca propriamente morrerei.

C. Lispector

11 de dezembro de 2009

A Feminilidade na obra de Freud - ESTE SÁBADO!

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Ultimas vagas!

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