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23 de abril de 2019

Link para download de livros em domínio público.

Post de link para download de livro gratuito é o mais bacana de fazer! 

Via de regra, uma obra entra em domínio público, e pode ser compartilhada livremente sem os direitos autorais, 70 anos depois da morte do autor. (a regra varia de acordo com alguns países. Vale a pena pesquisar como essa lei vigora no país de origem do autor que te intessa!) É importante lembrar que o domínio publico se refere especificamente aos direitos patrimoniais do autor, o que mantém a necessidade de fazermos referência e darmos crédito ao autor, mesmo quando sua obra já está em domínio público. 


Obras como Assassinato no Campo de Golfe, de Agatha Christie, ou o terceiro livro da inglesa Virginia Woolf, O Quarto de Jacob, estão entre aos livros disponibilizados livremente a partir de 2019. A lista continua com a coletânea de poemas New Hampshire, de Robert Frost, o romance Ronda Grotesca, de Aldous Huxley, The World Crisis, de Winston Churchill, Kangaroo, de D.H. Lawrence, Tarzan e o Leão Dourado, de Edgar Rice Burroughs, O Profeta, de Kahlil Gibran, além do primeiro livro de poemas do americano E.E. Cummings, Tulipas e Chaminés, entre muitos outros. 




Sites como Read Print, The Literature Network ou Authorama se dedicam em disponibilizar legalmente estes conteúdos públicos, mas no momento oferecem os livros em inglês. 
É questão de tempo para que sites brasileiros comecem a disponibilizar as obras que entraram recentemente em domínio público. 

Fonte: Hypeness



Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.


22 de abril de 2019

A conceito de gozo para Lacan


O conceito de gozo para Lacan é fonte de diversos equívocos. Não só pela dificuldade teórica, mas também pelas metamorfoses que o conceito sofre ao longo do ensino de Lacan.
Para começar a pensar a noção de gozo, recomento o vídeo do Christian Dunker, que traz algumas colocações básicas. 








Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.


13 de abril de 2019

Documentário Randez Vous Chez Lacan (Um encontro com Lacan)

Hoje seria o 118º aniversário de Jaques Lacan. 
A dica para celebrar o dia é o documentário Rendez Vous Chez Lacan, "Um encontro com Lacan", de 2011, dirigido por Gérard Miller.

O filme conta com a participação dos psicanalistas que conviveram com Lacan, como Eric Laurent, Jacques-Alain Miller e sua filha Judith Miller, entre outros amigos e colegas. Também apresenta o testemunho de antigos analisandos, o que nos permite ver a forma como ele conduzia sua prática clínica.
Sinopse: "Nascido com o século XX, em uma família católica e de classe média, Jacques Lacan se formou como Psiquiatra. Teve a amizade de Picasso, Levi-Strauss e Sartre. Destacou-se no exercício prático e teórico da psicanálise e gerou polêmica entre os colegas de profissão.
Com a ajuda de seu irmão Jacques-Alain, um dos maiores pupilos de Lacan, Gérard Miller tenta destrinchar a personalidade deste que até hoje é considerado um dos mais instigantes e controversos pensadores da história da psicanálise."





Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.


20 de fevereiro de 2019

Dica: Blog Lacan em .pdf

Já compartilhei, alguma vezes, os link para download gratuito de livros do blog Lacan em .pdf , mas não sei se parei para fazer os devidos elogios e deixar as devidas indicações para vocês acompanharem o trabalho deles...
É um blog sem fins lucrativos, dedicado a transmissão da psicanálise de orientação lacaniana que disponibiliza textos, artigos, revistas, livros esgotados ou difíceis de encontrar de diversos autores. 
Foi no Lacan em .pdf que consegui encontrar dois livros que foram muito importantes para a pesquisa do doutorado: "Loucuras histéricas e psicoses dissociativas", do Maleval e  "Sinthome: Ensayos de clínica psicoanalítica nodal" do Schejtman. Além, é claro, de todos os Seminários e escritos de Lacan, porque mesmo tendo os livros publicados, as versões em pdf. ajudam bastante na hora da pesquisa.


Essa semana eles se superaram e disponibilizaram pra gente 5 dicionários de psicanálise!
Dicionário de Psicanálise (Roland Chemama), 
Dicionário Enciclopédico de Psicanálise (Pierre Kaufmann), 
Dicionário comentado do alemão de Freud (Luiz Hanns), 
Vocabulário de Psicanálise (Laplanche & Pontalis), 
Diccionario Introductorio de psicoanalisis lacaniano (Dylan Evans). 

Então fica a dica para acompanhar a iniciativa maravilhosa do Lacan em pdf. e ter acesso a uma bibliografia que vai dos autores clássicos as referencias mais atuais. 






Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.


5 de janeiro de 2019

Ambos


"...como se um indivíduo não fosse homem ou mulher, mas sempre fosse ambos - simplesmente um pouco mais de um do que do outro."

S. Freud
Conferência XXXIII - Feminilidade (1932)



Fotografia Robert Mapplethorpe
Repost post de 11 de dezembro de 2009. 



Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

20 de novembro de 2018

Filosofia, sociologia e psicanálise em curtas de animação

Já imaginou aprender filosofia vendo desenho? A empresa especializada em educação online Macat produziu uma série de curtas de animações sobre as principais teorias de grande pensadores da humanidade. Ao todo, são 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada, numa linguagem super acessível! 
Os temas abordados são bastante amplos, contemplando desde a filosofia clássica e a moderna, psicanálise, ciência, sociologia e política,  como Foucault, "Discipline and Punish"; Charles Darwin, em “A Origem das Espécies”; Sun Tzu, “Arte da Guerra”; Aristóteles, “Política”; Henry David Thoreaus, “A Desobediência Civil”; Sigmund Freud, “A Interpretação dos Sonhos”; Virgina Woolf, “Um Teto Todo Seu”; Max Weber, “A Política como Vocação”; Thomas Hobbes, “Leviatã”; Immanuel Kant, “Crítica da Razão Pura”; Friedrich Hegel, “Fenomenologia do Espírito”; Levy Strauss, “Antropologia Estrutural”; Karl Marx, “O Capital”; Friedrich Nietzsche, “Para Além do Bem e do Mal”; Hannah Arendt “A condição Humana”; Simone de Beauvoir, “O Segundo Sexo”; Judith Butler, "Gender Trouble" e muitos outros.
Todos eles foram disponibilizados gratuitamente no canal da instituição, mas estão estão disponíveis apenas em inglês. 
Clique no link aqui para acessar a lista de curtas!


Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

8 de agosto de 2018

XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano


O XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano vai acontecer no Rio de Janeiro em novembro desse ano trazendo um tema super atual: a queda do falocentrismo.
Confira o texto de apresentação de Marcus André Vieira, coordenador da comissão organizadora do Encontro. 
Mais informações no site: http://encontrobrasileiro2018.com.br/


A queda do falocentrismo
Consequências para a psicanálise
XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano

Quem mandou? Quem mandou brincar na chuva, sair à noite? Quem mandou ir atrás, trair, amar demais, dormir de menos? Quem? Algo em mim, mais forte que eu – diria cada um de nós quando percebe que talvez tenha ido longe demais no caminho do desejo.
O querer não costuma seguir o bom senso, insiste e mira no que em nós, sem limite ou descanso, quer mais – o que J. Lacan denominou gozo. A expressão “Quem mandou?” porém, enfatiza apenas os perigos do desejo, como se sempre, mais cedo ou mais tarde, tivéssemos de pagar a fatura de seus excessos. Nem sempre, ao menos para Lacan que situa a psicanálise exatamente na arte de encontrar a composição singular entre falta e excesso, desejo e gozo, que dê a cada um a medida de seu destino.
A expressão situa-se, assim, no avesso de uma análise por supor que há quem mande melhor, na justa medida. “Isso não se faz” é o que enunciaria a tradição, nos convencendo de que se assim sempre foi é porque assim deve ser. Seu poder, encarnado por Freud no pai é em grande medida virtual, uma vez que ninguém sabe quem escreveu as regras da cartilha. Seguindo-a, no entanto, assumimos práticas que constituem e organizam nossos corpos, repartindo até nosso prazer: de um lado, o “masculino”, tido como localizado e vigoroso; de outro, o “feminino”, dito abrangente e sensível. Falo foi o nome freudiano para o ícone mais comum desta cartilha que, juntando a fome com a vontade de comer, define inclusive nossa natureza sexuada, estipulando complementariedades: para uma mulher um homem, para um pai um filho e assim por diante.
Ocorre que a tradição se sustenta na continuidade. Quando a tecnociência e o mercado dão as cartas, porém, quando o sentimento de que não há mais limites ao que se possa fazer ou vender generaliza-se, as coisas mudam. Se trinta anos na praça como taxista valem nada diante do GPS, para que as prescrições do pai? Se o Google parece ler nosso pensamento ao nos sugerir onde comprar produtos que apenas tínhamos começado a procurar, se o Spotify e seus podcasts sem autor nos deliciam sem que tenhamos que escolher o que ouvir, como crer em uma determinação maior?
O ocaso da crença no universal do pai acompanha-se da queda do falocentrismo. Sem a avenida principal da tradição, abre-se um sem número de vias para o gozo, para uma cultura de galáxias plurais no lugar de sistemas ordenados. Quais seus efeitos em nossos corpos e cidades? Há os que se aferram à tradição, mas, perdida sua eficácia natural, tornam-se pais severos de uma violência sem par; há os que, sonhando com a diversidade, se notam às voltas com o retorno de velhos dualismos ou individualismos ali onde parecia crescer a pólis do poliamor.
É possível querer sem o que transgredir? Seremos, no prazer, condenados aos desejos e gozos do binarismo e à sua superação? E na política, nada mais haverá além do poder do chefe e sua corrupção? Quem escolher quando a representação está em frangalhos e nossos eleitos vivem para gozar? A que se dedicar quando o desempenho vale mais que a ação eficaz? Quando somos empreendedores ou consumidores, nunca mais trabalhadores?
Enquanto isso, o querer segue em desassossego, promove ocupações, movimentos slow, saraus, intervenções, gozos trans, se encanta com os ininteligíveis, ignora os likes, vibra com a comunidade da comunidade sem exército, dá artes de sobrevida a nossos jovens negros em tempos de genocídio. Não teria lugar a psicanálise nestes espaços? Quais condições lhe favorecem ou fazem obstáculo hoje?
Nossa comunidade, psicanalistas e não psicanalistas que compartilham da mesma orientação lacaniana, constitui-se de trabalhadores decididos a enfrentar o desafio de abordar as questões envolvendo a queda do falocentrismo, a partir do que sua prática lhes ensina. Seremos, psicanalistas, suficientemente queers para estarmos à altura das soluções ao mal-estar de nossos dias com as quais nos deparamos em nosso trabalho clínico? De que modo seguiremos promovendo a surpresa de uma fala que encontra sua singularidade como sintoma? E que, com ele, enfrenta o próprio destino e disto faz acontecimento?
Nosso Encontro Brasileiro do Campo Freudiano repartirá estes horizontes em três eixos: Poderes, Eróticas e Sintomas. Interrogaremos nossa prática a partir da ênfase nos poderes sem pai, na vida amorosa quando a falta e o falo não dão mais as cartas e na pluralidade de novos sintomas que os dias atuais descortinam. Contaremos com os flashes e reflexões da prática psicanalítica, assim como com a bússola fundamental que nos fornecem, por meio dos testemunhos de passe, as análises levadas às últimas consequências. Poderemos, assim, examinar as “consequências para a psicanálise” das soluções e impasses subjetivos de nosso tempo.
Marcus André Vieira
(Coordenador da Comissão Científica do XXII EBCF)









Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.