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24 de junho de 2020

Jornada de Psicopatologia

Vou participar hoje da I Jornada de Psicopatologia da Faculdade Santo Agostinho, falando sobre os Transtornos Alimentares.

O evento é aberto e todos podem se inscrever no link: https://eventos.fasa.edu.br/jornada-psicopatologia




Fernanda Pimentel é psicanalista, professora e pesquisadora. Doutora em Pesquisa e Clínica em Psicanálise pela UERJ
 Atende em consultório em Niterói e Copacabana.
fernandapimentel.com.br

16 de maio de 2018

Pós-graduação em Obesidade e Transtornos Alimentares - IPS e PUC Goiás

O IPS - Instituto de Pós-graduação em Saúde, referência de ensino e pesquisa na região Centro Oeste,  junto com a PUC Goiás, oferece o curso de Pós-graduação em Obesidade e Transtornos Alimentares

O curso acontecerá em Brasília e as aulas serão realizadas nas sextas, sábados e domingos. É destinado a psicólogos, psicanalistas e nutricionistas e tem como objetivo promover uma discussão sobre a atualidades dos transtornos alimentares, priorizando a discussão dos manejos clínicos possíveis no tratamento.
Estou fazendo parte do corpo docente, ministrando o módulo sobre as anorexias.

As inscrições já estão abertas através do site: http://www.ipscursos.com.br/pos-em-obesidade-e-transtornos-alimentares/






Fernanda Pimentel é psicanalista e atualmente cursa doutorado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise na UERJ, pesquisando sobre a psicanálise na atualidade e a clínica contemporânea.

23 de novembro de 2012

Documentário: Muito Além do Peso


Muito se fala sobre o aumento da obesidade infantil e as consequências do excesso de peso na vida adulta. 
Mas pouco se fala da responsabilidade dos pais, da baixa qualidade dos alimentos oferecidos em casa e na escola, da falta de informação das crianças e principalmente dos hábitos nada saudáveis que são, despreocupadamente e inconsequentemente, passados para as crianças no dia a dia.


Este documentário discute a alimentação infantil, para além das questões do peso, mostrando que o ponteiro da balança que indica o ganho de peso é apenas a ponta do ice berg de um problema muito maior.
Dirigido pela paulistana Estela Renner, a fita percorre o Brasil do Rio Grande do Sul ao Pará, das metrópoles às áreas rurais com um propósito: mostrar como a garotada se alimenta mal e só quer saber de comida industrializada. Muito elucidativo, o filme traz ainda depoimentos de pediatras e endocrinologistas e declarações inusitadas dos pequenos entrevistados. 

25 de outubro de 2011

Grupo de Estudos: Anorexias e Bulimias - Sintomas contemporâneos



Depois de algum tempo adiando, darei início ao Grupo de Estudos Anorexias e Bulimias - Sintomas Contemporâneos com a proposta de pesquisar as anorexias e bulimias, quadros frequentemente encontrados em nossa prática clínica atualmente.
Os encontros serão semanais e terão início no dia 8 de novembro, terça feira, às 19 h.

Aguardo vocês!!!




3 de março de 2011

Anorexia também é coisa de homem!




.....Os casos de Anorexia em homens têm chamado cada vez mais atenção dos estudiosos no assunto. É verdade que sua existência foi questionada por H. Bruch em 1971, que atribuía à esses transtornos uma especificidade feminina e portanto, exclusivo das mulheres. Mas hoje, o grande número de casos de anorexia e bulimia entre os homens já não nos permite pensar assim.
.....Na realidade a Anorexia sempre existiu entre os homens. Os primeiros relatos clínicos de Anorexia, feitos por R. Morton em 1689 já incluíam um caso deste transtorno num homem. Em 1873, quando C. Lasegue formula o conceito de Anorexia, ele se baseava em dois casos clínicos: um no sexo feminino e outro no sexo masculino. Mas o número crescente deste transtorno alimentar entre as mulheres e o pensamento que anorexia era coisa de mulher fez os homens ficarem de lado nas estatísticas.
.....Pouco se falou sobre Anorexia entre os homens durante anos. Atualmente as coisas não são bem assim... O aumento da incidência de anorexia em homens vem ocorrendo em paralelo ao aumento do número de casos em mulheres, dessa forma o problema masculino tornou-se mais visível agora.


.....Desde a década de 70 começou-se a perceber um número cada vez maior de anoréxicos homens. Neste mesmo momento começou-se também uma maior valorização da estética masculina, e maior preocupação dos homens com o corpo. O que antes era uma preocupação típica feminina passou a fazer parte do universo masculino. Assim os homens foram incluídos nessa busca frenética pelo corpo perfeito e, como as mulheres, passaram a desenvolver distúrbios de auto-imagem e transtornos alimentares. O conceito de beleza no homem também começou a ser de um corpo mais longelíneo e os modelos de comerciais e passarelas cada vez mais magros, influencando o padrão de beleza masculino.




...............Modelos de desfiles recentes.
Não estão magros demais?

.....Os sintomas, o quadro clínico e a resposta ao tratamento é a mesma da encontrada nas mulheres. (Leia mais sobre Anorexia e Psicanálise aqui e aqui.) A questão da auto-imagem é um ponto de diferença. Os homens se percebem com menos distorções da imagem do próprio corpo que as mulheres. Outro fator importante é a presença de sobrepeso durante o início da adolescência. É comum nos casos de anorexia em homens um histórico de obesidade ou sobrepeso, além de zombarias e brincadeiras de outros meninos em relação ao seu corpo.
.....Alguns autores levantam a questão familiar, ressaltando uma relação “complicada” com o pai. O sintoma anoréxico poderia ser considerado uma maneira de se diferenciar deste pai que, geralmente, apresenta certo sobrepeso.
.....Atualmente estima-se que de 5 a 15% dos casos de Anorexia se apresenta em homens jovens (APA, 2000). Vários fatores contribuem para dificultar o calculo de estatísticas, o número de diagnósticos, e assim, o estudo da Anorexia na população masculina: o fato de ser um transtorno predominantemente feminino, o que leva os pacientes homens a terem uma dificuldade maior em procurar ajuda e até uma falta de preparo de profissionais em diagnosticar as especificidades da Anorexia entre os homens.
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Toda a literatura sobre transtornos alimentares em homens é marcada por controvérsias, dúvidas e buracos. Entretanto, já está claro que, atualmente, Anorexia pode ser coisa de homem sim e que devemos prestar mais atenção à estas condições graves e ainda muito pouco reconhecidas.

8 de setembro de 2009

Obesidade na infância

Crianças obesas costumam ser mais solitárias e ansiosas

O estigma da obesidade já é sentido nos primeiros anos de vida e traz consequências negativas como isolamento social, ansiedade e baixo desempenho escolar, segundo estudo realizado na Universidade do Missouri, nos Estados Unidos. Foram acompanhadas 8 mil crianças nos primeiros anos do ensino básico (com idades entre entre 6 e 9 anos). Os resultados mostraram que as meninas são as que mais sofrem constrangidas e culpadas por sua condição, restringem mais seu círculo social e demonstram menos autocontrole em situações de conflito. Os autores advertem para as repercussões psicossociais deste tipo de discriminação na vida adulta e propõem que sejam adotadas nas escolas medidas de prevenção, orientação de professores e intervenção no âmbito da psicologia escolar.

Fonte: Mente&Cérebro

3 de março de 2009

A comida não é mais divertida...



Nova geração de crianças nos EUA tem medo dos "maus" alimentos
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Vi
essa matéria, publicada no New York Times no Terra Vida e Saúde:

"Sódio. É isso que preocupa Greye Dunn. Ele também pensa em calorias, e se está consumindo vitaminas suficientes. Mas é o sódio que realmente o assusta. "O sódio faz o coração bater mais rápido, e por isso pode criar algo de muito sério", disse Greye, que tem oito anos de idade e vive em Mays Landing, Nova Jersey.

A mãe de Greye, Beth Dunn, presidente de uma companhia de multimídia, se orgulha da consciência nutricional do menino e o encoraja, servindo alimentos orgânicos em suas refeições e ajudando Greye a ler os rótulos nas caixas de cereais matinais e nas latas de alimentos. "Ele quer ser saudável", diz a mãe.

Beth Dunn está entre os muitos pais que vigiam o consumo de açúcar, alimentos industrializados e gorduras trans de seus filhos. Muitas dessas famílias tentam manter uma dieta orgânica. Em termos gerais, sua preocupação não deriva de temor à obesidade - embora isso seja um fator potencialmente influente - mas sim do desejo de proteger suas famílias contra problemas como a hiperatividade, diabetes e doenças cardíacas, que acreditam possam ser evitadas, ou ao menos administradas, por meio de uma nutrição cuidadosa.

Embora não haja muitos especialistas dispostos a criticar os pais pela atenção dedicada à dieta de seus filhos, muitos médicos, nutricionistas e especialistas em distúrbios alimentares se preocupam por alguns pais estarem demonstrando zelo excessivo, ou até obsessão, em seus esforços por criar bons hábitos de alimentação em seus filhos. Apesar de suas boas intenções, esses pais podem estar criando uma impressão de que os alimentos em geral tendem a não ser saudáveis.

"Vemos muita ansiedade nessas crianças", diz Cynthia Bulik, diretora do programa de distúrbios alimentares da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. "Elas vão a festas de aniversário e não aceitam comer o bolo a não ser que ele seja de granola. A cultura levou as crianças e seus pais a estender a extremos as mensagens de saúde pública".

Tiffany Rush-Wilson, conselheira sobre distúrbios alimentares em Pepper Pike, Ohio, passou pela mesma experiência. "Tenho muitos clientes adolescentes, jovens ou crianças que se queixam de que seus pais administram com cuidado excessivo sua alimentação, com base em padrões de saúde e crenças pessoais", ela diz. "A alimentação dos filhos se torna muito restritiva, e é por isso que eles terminam chegando a mim".

Certamente nem todos os pais que impõe regras sobre alimentos saudáveis - ou qualquer plano de dieta definido - estão encaminhando seus filhos a problemas alimentares futuros. Distúrbios clínicos, como a anorexia nervosa e a bulimia, diagnosticados em um número crescente de adolescentes e jovens nas duas últimas décadas, são vistos pelos especialistas como provenientes de diversas causas, entre as quais motivos genéticos, influência da mídia de massa e pressões sociais.

Até hoje não foram conduzidos estudos formais sobre a possibilidade de que as obsessões dos pais com alimentos saudáveis possam conduzir a distúrbios alimentares. Alguns especialistas afirmam que uma obsessão extrema com alimentos saudáveis é só um sintoma, e não uma causa, de um distúrbio alimentar.

Mas mesmo sem números firmes, relatórios incidentais oferecidos por especialistas sugerem que uma preocupação em evitar "maus" alimentos é uma questão importante para muitos jovens que procuram ajuda.

O médico James Greenblatt, diretor de medicina no Walden Behavioral Care, um hospital que se especializa em distúrbios alimentares infantis e adultos em Waltham, Massachusetts, estima que recentemente tenha visto alta de até 15% no número de pacientes jovens que só comem alimentos orgânicos a fim de evitar pesticidas.

"Muitos dos pacientes que atendemos nos últimos seis anos limitam o consumo de açúcar refinado e produtos com alto teor de gordura devido ao medo de ganhar peso", ele disse. "Mas agora essas preocupações são expressas muitas vezes em termos de questões de saúde"

Lisa Dorfman, nutricionista e diretora do programa de nutrição e desempenho esportivo da Universidade de Miami, diz que muitas vezes vê crianças aterrorizadas diante de alimentos que seus pais consideram "ruins". "É quase como um medo de morrer, um medo de doença, como uma visão ilusória dos alimentos em geral", ela diz. "Vejo crianças cujos pais as levam a hipnotizadores. Vejo garotos de cinco anos de idade que falam como se tivessem 40. Não conseguem comer uma bolacha de chocolate e creme sem expressar preocupação sobre a gordura trans"

Steven Bratman, médico em Denver, cunhou uma expressão que designa as pessoas obcecadas com alimentos saudáveis: ortorexia. Os pacientes ortoréxicos, ele afirma, sofrem de uma fixação quanto a "comer corretamente"(a palavra deriva do prefixo grego "orto", que significa reto e correto).

"Eu digo a eles que são viciados em alimentos saudáveis. É meu modo de estimulá-los a não se levarem tão a sério", disse Bratman, que publicou um livro sobre os consumidores viciados em alimentos saudáveis, em 2001. O problema, ele diz, pode se originar de um lar onde exista uma preocupação exagerada com a "alimentação saudável".

Muitos especialistas em distúrbios alimentares contestam esse conceito. Afirmam que a ortorexia, que não é considerada como diagnóstico clínico de um problema real, representa simplesmente uma variedade da anorexia nervosa ou da gama dos distúrbios obsessivos-compulsivos.

Angelique Sallas, psicóloga clínica que trabalha em Chicago, diz que a idéia de um "distúrbio dos alimentos saudáveis" não tem quase nenhum significado prático. "Não acredito que os sintomas desses suposto distúrbio sejam suficiente diferentes daqueles que caracterizam a bulimia ou a anorexia, e entendo que por isso ele não mereça uma categoria especial de diagnóstico", ela disse. "Trata-se de um distúrbio obsessivo-compulsivo como os demais que conhecemos. O objeto da obsessão é menos relevante do que o fato de que as pessoas que sofrem desse problema estejam praticando um comportamento obsessivo".
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11 de junho de 2008

Curso: PUC Rio

O CCE (Coordenação Central de Extensão) e o Departamento de Psicologia da PUC RJ oferece mais uma vez o curso Transtornos Alimentares - Obesidade, Anorexia, Bulimia e Ortorexia.
O curso que começa no dia 13 de agosto, vai acontecer no campus da Gávea e da Barra.
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Informações:
Tel: 0800 970 9556
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Curso: Obesidade

A psicanalista Cristiane Marques, mestranda em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ está organizando o curso Práticas no tratamento da obesidade: da psicoterapia à psicanálise.
Com o objetivo de capacitar a valiação e tratamento de pacientes obesos, o curso abordará temas como epidemiologia, aspectos sociais e familiares, compulsões, e outros.


Informações:

Tel: (21) 2286-2306

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17 de dezembro de 2007

Dois novos estudos reforçam o que todos já sabiam.

Matéria do G1, publicada ontem, dia 16 de dezembro:

"Crianças obesas têm alto risco de se tornar adultos doentes
Duas pesquisas sobre o assunto foram divulgadas nesta semana. Crianças precisam comer melhor e praticar mais atividades físicas.


Combater o excesso de peso na infância é ainda mais importante do que se pensava. Os estudos comprovam que crianças obesas têm alto risco de se tornarem adultos com doenças cardíacas, já a partir dos 35 anos. (...)

Dois novos estudos divulgados nesta semana reforçam o que todos já sabiam: criança que come mal pode se tornar um adulto com problemas cardíacos e diabetes.

Pesquisadores da Universidade de São Francisco, na Califórnia, fizeram projeções estatísticas a partir de dados do censo americano e do sistema de saúde pública. Pelo cenário traçado com a ajuda de modelos matemáticos, quase metade das mulheres e 37% dos homens americanos serão obesos em 2020.

Kirsten Bibbins, coordenadora da pesquisa, concluiu que se a população continuar sem fazer exercícios e com os mesmos maus hábitos alimentares, o número de mortes por doenças do coração deve aumentar 19% nos próximos anos. Seriam mais de dois milhões de americanos com coronárias obstruídas e jovens com alto risco de morte prematura.
E o problema não se restringe aos Estados Unidos. Em vários países, como o Brasil, vêm aumentando rapidamente o número de pessoas muito acima do peso. Outra pesquisa, realizada na Dinamarca, chegou à mesma conclusão. Foram estudadas 276 mil pessoas, nascidas entre 1930 e 1976, com idade entre 25 e 60 anos. Resultado: quanto mais gordas as crianças entre 7 e 13 anos, maior o risco de doença cardíaca na idade adulta.
A receita para uma vida saudável pode ser simples e divertida: além de reduzir açúcar, gorduras e frituras, simplesmente brincar (...). "

Para ver a matéria na íntergra clíque aqui.


.....................................................................Fernanda Pimentel