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22 de setembro de 2009

O melhor brinquedo

10 passos para você escolher o brinquedo do seu filho

Você saberia escolher um (apenas um!) produto dessa pilha? Pois é, quando a gente entra em uma loja de brinquedos, tudo parece atrativo. A escolha vai ficar mais fácil com as dicas a seguir


Bernardo, 2 anos, mede 90 cm e é quatro vezes menor que essa pirâmide de brinquedos. A pilha com 540 lançamentos levou 7 horas para ser produzida

1. Fique de olho na segurança
Veja se o brinquedo possui o selo do Inmetro, que garante que ele foi testado e certificado. A bandeira contra pirataria é antiga, mas não custa reforçar: não compre produtos piratas. Eles não passaram por nenhum teste de qualidade, contém níveis alterados de alguns produtos químicos nocivos à saúde e podem machucar seu filho. Se o brinquedo levar pilha ou bateria, ou se tiver fios, observe o quão fácil é o acesso da criança a eles.

2. Verifique a faixa etária
Essa recomendação deve constar na embalagem. Se a criança não tiver a maturidade necessária, pode não achar graça nenhuma – afinal, ela não saberá usá-lo – e se decepcionar. É normal você se apaixonar por um carrinho com controle remoto, mas se seu filho tem 1 ano, esse não é o melhor presente. Ele não vai aproveitar o brinquedo e pode quebrá-lo em instantes.

3. Veja se tem espaço na sua casa
É inegável o sucesso que motos e minicarros fazem entre as crianças. Mas seu filho vai poder brincar com eles onde vocês moram? Veja também se há espaço para guardá-los em casa. Se não, tente apelar para os avós, tios, vizinhos... Afinal, eles podem ter um espacinho sobrando.

4. Avalie a necessidade da tecnologia de ponta
Será que o seu filho precisa mesmo de um brinquedo que faça tudo por ele? Alguns modelos ultratecnológicos, com muitas funções, em vez de entreter a criança podem aborrecê-la, afinal, às vezes não propõem desafios. Mas se a tecnologia for mesmo inovadora, até você pode aprender com ela. E vocês se divertem juntos.

5. Acredite na simplicidade
Brinquedo foi feito para brincar e, naturalmente, a criança aprende com ele. A bola é um bom exemplo. Ela não precisa ser diferente daquilo que conhecemos. Com ela, seu filho pode conhecer uma nova textura (couro, tecido...), ter noção de ação e reação (quando chuta, a bola bate na parede e volta), de força (quanto mais forte o chute, maior a distância) e de coordenação (ao fazer malabarismos), ainda dá para brincar sozinho e com os amigos.

6. Confira a qualidade do acabamento
Se o produto vier embalado, pergunte se existe algum modelo que você quer comprar em exposição. Observe se o produto tem alguma rebarba, se a superfície do brinquedo é lisa, se eventuais adesivos ou tecidos desgrudam facilmente. Use as mesmas dicas com os artesanais.

7. Pergunte-se quais as chances que seu filho vai ter para criar
Observe as possibilidades que o brinquedo oferece para que a criança crie. Veja se ela pode montar e desmontar, mudar as cores, dar novos formatos, fazer sons, treinar equilíbrio e concentração, criar histórias. Pode ser difícil imaginar tudo isso com as informações que vêm na embalagem. Uma dica legal (e prática!) é: pense o que faria com aquele brinquedo se fosse uma criança. Vai dar certo.

8. Evite pelos e mais pelos
A maioria dos brinquedos tem pelo antialérgico. Procure essa informação na embalagem se o seu filho tiver rinite ou asma, por exemplo, ou opte por brinquedos de tecido, como feltro. Caso contrário, controle a quantidade de pelúcias. Elas exigem mais tempo para serem higienizadas.

9. Tenha cuidado com peças muito pequenas
Elas podem ser um problema se você tiver uma criança de até 3 anos em casa e um filho mais velho. A melhor opção é não comprar, porque os menores vão levar tudo à boca. Mas, se não tiver outro jeito, veja se consegue organizar a hora da brincadeira com o sono do mais novo e ajude seu filho mais velho a guardar todas as pecinhas em uma caixa (que deve ficar fora do alcance do menor).
10. Leve seu filho na loja antes da compra
Se você quiser fazer surpresa, vá com seu filho antes à loja e peça para ele mostrar algumas opções. Se perceber que os preços são altos demais, esse é o momento para dizer que, infelizmente, ele não vai ganhar. Vocês podem combinar que ele vai ganhá-lo em outra data.

Fonte: Crescer

Notícias e Pesquisas

Meninas bem instruídas têm risco maior de desordem alimentar


NOVA YORK, 21 setembro (Reuters Life!) - Garotas de famílias de alto nível de instrução e que apresentam bom aproveitamento escolar parecem correr risco maior de sofrer desordens alimentares, possivelmente por sofrer mais pressões para ter sucesso na vida, revelaram pesquisadores suecos.

Um estudo que acompanhou mais de 13 mil mulheres nascidas na Suécia entre 1952 e 1989 constatou que, quanto mais alto o nível de instrução de seus pais ou de suas avós, maior o risco das garotas de serem hospitalizadas por anorexia ou outra desordem alimentar.

O risco subia paralelamente às notas das meninas na escola de segundo grau, reportaram pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, no American Journal of Epidemiology.

"É possível que essas meninas sintam mais pressão familiar para terem sucesso - o que, para algumas, pode traduzir-se numa obsessão por controlar sua ingestão de alimentos e seu peso", disseram os pesquisadores em comunicado.

Eles acrescentaram que as meninas com aproveitamento escolar maior também tendem a apresentar determinados traços de personalidade, como o perfeccionismo, que as tornam relativamente mais vulneráveis às desordens alimentares

Fonte: O Globo

Sites pró Anorexia

Psiquiatras pedem ação contra sites que incentivam anorexia

Solicitação foi feita durante semana de moda de Londres.
Uma em cada dez crianças busca sites pró-anorexia repetidamente.

Enquanto a London Fashion Week reascende o debate sobre modelos ultramagras, psiquiatras pediram ao governo britânico que tome atitude sobre o crescente número de sites que defendem a anorexia. Encorajados por redes sociais, como o Facebook, ou o site "Thinspiration", cada vez mais pessoas buscam na internet dicas sobre como passar fome ou ocultar extrema perda de peso, informou o Royal College of Psychiatrists.

"Esses sites normalizam a doença", disse o professor Ulrike Schmidt, membro do colegiado da seção de distúrbios alimentares. "Da mesma maneira, as passarelas de eventos de moda internacionais como o London Fashion Week podem atuar como uma vitrine de mulheres com baixo peso."

Organizadores da Fashion Week se recusaram a suspender o uso de modelos descuidadas nas passarelas.

Mais de 1,6 milhão de pessoas na Grã-Bretanha sofrem de distúrbios alimentares, sendo quase 90% são adolescentes do sexo feminino.

O relatório solicita que o governo combata a proliferação de sites a favor de distúrbios alimentares como parte de amplos esforços para proteger crianças na Internet por meio do conselho britânico para Segurança da Criança na Internet (UKCCIS, na sigla em inglês).

Psiquiatras dizem que uma em cada dez crianças busca sites deste tipo repetidamente, inspirando-se em celebridades como Lindsay Lohan e Paris Hilton. Alguns sites utilizam fotografias de modelos excessivamente magras e fóruns de mensagens para encorajar severa perda de peso.

Beat, uma instituição de caridade para pessoas com distúrbios alimentares, informou que medidas para tornar tais sites ilegais não resolverão a raiz do problema. "Conduzir as pessoas para fora destes sites, em direção a páginas pró-recuperação, é o que desejaríamos ver", afirmou a porta-voz da instituição, Mary George.

A Beat informou que já está trabalhando com a provedora de serviços na internet AOL para filtrar as buscas. "Se alguém coloca em uma busca sites pró-anorexia, nosso site aparece primeiro", explicou ela. O UKCCIS informou que está trabalhando duro para garantir que jovens vulneráveis sejam conduzidos para endereços onde poderão encontrar ajuda ao acessar tais sites.

Fonte: G1

16 de setembro de 2009

Curso: Cinco Grandes Casos da Psicanálise

SONHOS DO AVESSO

A psicanalista Maria Rita Kehl afirma que a clínica tem sido “contaminada” por critérios de mercado e que o universo familiar gerador de valores está “totalmente atravessando pela linguagem da eficiência comercial”


Dizem que Karl Marx descobriu o inconsciente três décadas antes de Freud. Se a afirmação não é rigorosamente exata, não deixa de fazer sentido desde que Marx, no capítulo de “O Capital” sobre o fetiche da mercadoria, estabeleceu dois parâmetros conceituais imprescindíveis para explicar a transformação que o capitalismo produziu na subjetividade. São eles os conceitos de fetichismo e alienação, ambos tributários da descoberta da mais-valia ou do inconsciente, como queiram.

A rigor, não há grande diferença entre o emprego dessas duas palavras na psicanálise e no materialismo histórico. Em Freud, o fetiche organiza a gestão perversa do desejo sexual e, de forma menos evidente, de todo o desejo humano; já a alienação não passa de efeito da divisão do sujeito, ou seja, da existência do inconsciente. Em Marx, o fetiche da mercadoria, fruto da expropriação alienada do trabalho, tem um papel decisivo na produção “inconsciente” da mais-valia.

O sujeito das duas teorias é um só: aquele que sofre e se indaga sobre a origem inconsciente de seus sintomas é o mesmo que desconhece, por efeito dessa mesma inconsciência, que o poder encantatório das mercadorias é condição não de sua riqueza, mas de sua miséria material e espiritual. Se a sociedade em que vivemos se diz “de mercado” é porque a mercadoria é o grande organizador do laço social,

Não seria necessário recorrer a Marx e Freud para defender o caráter político das formações do inconsciente. Bastaria citar a frase “o inconsciente é a política”, proferida por Lacan, que convocou os psicanalistas a se empenharem por “alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época”. Mas insisto em recorrer aos clássicos para lembrar aos lacanianos extremados que a verdade não nasceu por geração espontânea da cabeça de Lacan.

Crise do sujeito

Se Freud fundou a psicanálise ao vislumbrar; no horizonte de sua época, as razões da insatisfação histérica, é nossa vez de tentar escutar o que mudou desde então, à medida que a norma produtiva/repressiva foi sendo substituída pela norma do gozo e do consumo.

Alguns sintomas, na atualidade, têm se tornado mais frequentes e mais incômodos do que as formas consagradas das neuroses e das psicoses no século passado. Hoje as drogadições, os transtornos alimentares, os quadros delinquenciais e as depressões graves desafiam os analistas a repensar a subjetividade. Isso não implica necessariamente que as antigas estruturas clínicas tenham se tornado obsoletas.

O que encontramos hoje nos consultórios psicanalíticos é um novo sujeito? Ou são novas expressões sintomáticas que buscam responder ao velho conflito entre as pulsões e o supereu este representante das interdições e das moções de gozo, no psiquismo? O sujeito contemporâneo está mais próximo do perverso, que sabe driblar a falta pelo uso do fetiche? Ou é ainda o neurótico comum que, em vez de tentar seguir à risca a norma repressiva, tenta obedecer a um mestre fetichista que lhe ordena a transgredir e gozar além da medida?

Por enquanto, tenho escutado, em média, neuróticos mais ou menos estruturados tentando corresponder à suposta normalidade vigente, a qual - esta sim - já não é mais a mesma nem do tempo de Freud, nem do de Lacan.

A “crise do sujeito”, outra face da chamada “crise da referência paterna”, corresponde, a meu ver, ao deslocamento e à pulverização das referências que sustentavam, até meados do século passado, a transmissão da lei. Não se trata da ausência da lei na atualidade, mas da fragilidade das formações imaginárias que davam sentido e consistência à interdição do incesto - a qual, desde Freud, é considerada condição universal de inclusão dos sujeitos na chamada vida civilizada, seja ela qual for.

Se o homem contemporâneo sofre do que [o psicanalista francês] Charles Melman chamou de falta de um centro de gravidade, é porque as referências tradicionais - Deus, pátria, família, trabalho, pai – pulverizaram-se em milhares de referências optativas para uso privado do freguês.

Culpa e frustração

O “self-made man” dos primórdios do capitalismo deixou de ser o trabalhador esforçado e econômico para se tornar o gestor de seu próprio “perfil do consumidor” a partir de modelos em oferta no mercado.

Cada um tem o direito e o dever de compor a seu gosto um campo próprio de referências, de estilo, de ideais. Aparentemente, não devemos mais nada ao pai e ao grupo social a que pertencemos, dos quais imaginamos prescindir para saber quem somos.

Este aparente apagamento da dívida simbólica não nos tornou menos culpados; ao contrário: hoje escutamos pessoas que se dizem culpadas de tudo. Não citarei, em hipótese alguma, falas dos que se analisam comigo: daí o caráter ligeiramente caricato dos exemplos que se seguem, como expressões genéricas da transformação que o mercado produziu nos discursos.

A antiga donzela angustiada com as manifestações involuntárias de sua sexualidade reprimida - lembrem-se de que Freud relacionou o tabu da virgindade e a moral sexual entre as causas do mal-estar; no início do século 20 - hoje se sente culpada por não usufruir tanto do sexo, das drogas e do “rock and funk” quanto deveria. O obsessivo escrupuloso, acossado por fantasias perversas, agora se queixa de seu bom comportamento: queria ser um predador sem escrúpulos, eliminar os rivais, abusar sem pudor das mulheres.

As pessoas vivem culpadas por não conseguirem gozar tanto quanto lhes é exigido. Culpadas por não alcançar o sucesso e a popularidade instantâneos, por perderem tempo em sessões de análise - culpados por sofrer. O sofrimento não tem mais o prestígio que lhe conferia o cristianismo. Sofrer não redime a dívida; ao contrário, reduplica os juros.

Sem recurso à referência a autoridades repressivas que faziam obstáculo aos prazeres, as pessoas têm dificuldades em justificar seus sintomas. Não encontram a quem endereçar suas queixas ou apoiar seus ideais.

“Meus pais são amigos, meus professores são legais, ninguém me impõe ou me impede nada: eu sou um otário porque não consigo ser feliz”. O sentimento de culpa, como escreve [o sociólogo francês Alain] Ehrenberg, tomou a forma de sentimento de insuficiência.

Assim, a resposta à dor psíquica não é buscada pela via da palavra, mas pelo consumo abusivo dos psicofármacos que prometem adicionar a substância faltante ao psiquismo deficitário. O remédio age em lugar do sujeito, que não se vê responsável por seu desejo e por suas escolhas.

Não se concebe a vida como um percurso de risco que inclui altos e baixos, incertezas, acertos, dúvida, sorte, acaso. A vida é um empreendimento cujos resultados devem ser garantidos desde os primeiros anos - daí o surgimento de uma geração de crianças de agenda cheia de atividades preparatórias para a Mura competição por uma vaga promissora no mercado de trabalho.

Não por acaso, essas mesmas crianças estarão mais predispostas à depressão na adolescência, esvaziadas de imaginação, de vida interior, de capacidade criativa.

O universo amoroso ou familiar que substitui o espaço público como gerador de valores está totalmente atravessado pela linguagem da eficiência comercial. “Quem vai olhar para um modelo fora de linha como eu?” “Como promover a otimização de meus finais de semana?” “Fiz as contas: com o que gastei na análise de meu filho já poderia ter trocado de carro duas vezes” (nesse caso, o analista sente-se tentado a sugerir que, de fato, ficaria mais em conta trocar de filho).

Vale ainda mencionar o estranho silêncio, nos consultórios dos analistas, em torno do eterno mistério do desejo e dá diferença sexual. A falta de objeto que caracteriza a atração erótica parece ter sido ofuscada pela onipresença de imagens sexuais nos outdoors, na televisão, nas lojas, nas revistas - por onde olhe, o sujeito se depara com o sexual desvelado que se oferece e o convida.

As fantasias sexuais são todas prêt-à-porter. Seria ok, se o suposto desvelamento do mistério não produzisse sintomas paradoxais. O tédio, em primeiro lugar, entre jovens que se esforçam desde cedo para dar mostras de grande eficiência e voracidade sexuais. As intervenções cirúrgicas no corpo, de consequências por vezes bizarras, em rapazes e moças que pensam que a imagem corporal perfeita seja a solução para o mistério que mobiliza o desejo.

A reificação do sujeito identificado como mais uma mercadoria se revela no medo generalizado de não agradar. O mistério do desejo persiste, assim como não deixa de existir o inconsciente: mas é como se suas manifestações não interrogassem mais os sujeitos.

Maria Rita Kehl é psicanalista e ensaísta, autora de “O Tempo e o Cão” (ed Boitempo)

Fonte: Folha de São Paulo
Data: 06/09/2009

11 de setembro de 2009


Já não sou mais o que era.
Devo ser o que me tornei.

C. Chanel

11 de setembro

A maioria das pessoas recorda com detalhes onde e como ficaram sabendo dos atentados terroristas nos Estados Unidos, em 2001. Mas é possível confiar nessas impressões momentâneas?


A notícia se espalhou como um raio: terroristas haviam tomado o controle de dois aviões e feito com que se chocassem contra as torres gêmeas do World Trade Center. Em pouco tempo as primeiras informações se propagaram por todo o mundo, por televisão, rádio, telefone e internet até chegar aos cantos mais remotos do planeta. Quando as torres gêmeas implodiram, milhões de pessoas já estavam diante de seus aparelhos de TV e foram testemunhas oculares do acontecimento. Passados oito anos, em quais recordações daquele dia é possível confiar?
Os atentados de 11 de setembro de 2001 marcaram um momento histórico dramático, do qual a maioria das pessoas se lembra. Muitos ainda sabem com precisão o dia da semana, horário aproximado, por meio de quem ficaram sabendo e o que faziam na hora. Pesquisadores referem-se a essas recordações vivas e detalhadas de como e em que circunstâncias se vivenciou um acontecimento historicamente significativo e inesperado como “lembranças-relâmpago”. O conceito (do inglês, flashbulb memories) foi cunhado pelos americanos Roger Brown e James Kulik, em 1977, quando desenvolviam um estudo sobre o modo como as pessoas lembravam do assassinato de John F. Kennedy, ocorrido em 22 de novembro de 1963. Desde então, psicólogos e neurocientistas investigam as peculiaridades desses vestígios – como se instalam e se transformam ao longo do tempo.
Estudos também mostraram, por exemplo, que alemães que presenciaram a queda do Muro de Berlim como um acontecimento positivo guardam lembranças vivas e emocionais das mudanças, mas suas recordações são menos exatas que as de pessoas que as vivenciaram com olhar crítico. Elas podem vir a ser falseadas por influência de relatos da mídia ou das conversas sobre o acontecido. Não raro elas se formam algum tempo depois do fato em si.

Fonte: Mente&Cérebro