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26 de julho de 2010

Lacan

M. C. Escher, Banda de Moebius II, 2004, Baorn, Holanda

"O
inseto que passeia na superfície da Banda de Moebius, caso tenha a representação do que é uma superfície, pode acreditar, a todo instante, que existe uma superfície que ele não explorou, e que está sempre no avesso daquela em que ele passeia, embora este não exista, como vocês sabem. Sem que o saiba, ele explora a única face que existe, e, no entanto, a cada momento, há realmente um avesso.

O que lhe falta para perceber que passou para o lado avesso é aquela pecinha faltante (...), uma espécie de curto-circuito, que o levaria pelo caminho mais curto para o avesso do ponto em que ele estava no instante interior.
(...) É o fato de faltar que produz toda realidade do mundo que o inseto passeia . O pequeno oito interior é efetivamente irredutível. Em outras palavras, é uma falta que o símbolo não supre."

Lacan, Seminário 10 - A Angústia
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